Oie! Faz tanto tempo que não apareço aqui com regularidade que nem lembro mais se já falei sobre esse livro. Mas enfim, resolvi vir aqui dar uma dica de ouro (sério!).

Conheci esse livro através de algum perfil no Instagram que eu seguia na época que a Rebeca nasceu. Foi uma fase complicada, eu estava meio loucona e a Rafa refletia toda a mudança nas nossas vidas no seu comportamento. Aí apareceu esse livro e eu resolvi comprá-lo. Foi a melhor decisão que já fiz na vida!!!!

Agir por instinto é uma coisa que sempre deu certo pra mim. E não estou falando só da maternagem, da vida. Parece que, em algumas circunstâncias, quanto mais informações temos, mais confusas ficamos. Bom, mas isso funciona bem pra mim, pode ser que pra vocês funcione de uma forma diferente. 

Quando a Rafaela começou a dar muito pití, alguma coisa lá no fundo falava que era reflexo das mudanças, que eu precisava ser paciente, que ia passar. Mas ao mesmo tempo, uma outra parte de mim questionava isso e o maridôncio também questionava. Ele falava que tínhamos que “tomar atitudes” ou Rafaela se tornaria uma menina sem limites. 

O livro, resumidamente, mostra que meus instintos estavam certos. Que todas as ações das crianças são resposta a algum fator externo, e o livro vai além: ele literalmente desenha algumas situações, explica como as coisas acontecem na cabeça das crianças, mostra as reações por idade, da dicas de como resolver situações de stress e como evitá-las. Ele fala até sobre irmãos e a tendência do mais novo copiar o mais velho em tudo. 

Sério, o livro é “tipo” um manual. Tanto que depois de 2 anos, eu tive que reler para resolver novos conflitos que estavam acontecendo aqui em casa. 

É um livro leve, prático de ler e nada cansativo. Vale a pena ter na cabeceira. 

Lembre-se sempre que a criança nunca faz as coisas para nos provocar e que bater não resolve nada. Tudo é fase e com calma e paciência vai passar. Estamos juntas 😉 

Comprei através do site da Americanas.com. Espero que gostem da dica 🙂 

Hoje eu acordei meio borô, o tempo nublado sempre me deixa assim. E acabei mudando minha rotina diária, ao invés de já ir para academia, fui organizar as coisas dentro de casa e limpar a casa me deixa reflexiva. Entre uma passada de pano e outra lembrei da roupinha que a Rebeca vai usar na festinha de 2 anos dela e me perguntei se minha mãe já teria comprado. E fiquei um pouco surpresa pelo fato de ter tanta coisa para a festinha da Rebeca para ela resolver.

Pensamento vai…pensamento vem….cheguei em um texto e lembrei que nunca tive vontade de escrever um textão pra minha mãe no dia das mães. Sabem a razão? Porque todos os textos que leio são sobre mães perfeitas e minha mãe, nem de longe foi perfeita (estou usando o verbo no passado porque estou falando da época que ela e meus pais eram o principais responsáveis por mim), mas minha mãe é uma mulher e tanto e vou contar pra vocês porque acho isso.

  • Minha mãe é uma pessoa muito forte, começa pelo nome: Maria Luiza. O nome por si só já traz imponência, né? Ela é tão forte, mas tão forte que às vezes ela passa por cima das pessoas. Mas não passa por cima no sentido de ser arrogante e sim no sentido de “já que tem que resolver, vamos resolver logo”. Ou no sentido de abraçar a causa do outro e querer resolver e nem se dar conta de que às vezes precisa perguntar pra pessoa se é aquilo mesmo que ela quer.
  • Minha mãe sofreu preconceito por ser nordestina e ter casado com um paulista. E daqueles bem bonitões, sabem? Pois é, ela sofreu com isso, mas depois resolver cagar para o que os outros pensavam. E Graças a Deus as coisas melhoraram e o preconceito acabou (ou ela parou de senti-lo e e eu também).
  • Sabem aquela frase “saúde e na doença, na riqueza e na pobreza”? Minha mãe sabe muito bem o que é isso, passou por isso, e com toda a força dela, resolveu tudinho.
  • Minha mãe nunca foi fã de levar a gente para brincar no parquinho, passear no cinema…esse era papel do meu pai. Antigamente eu achava que era porque ela não gostava, mas depois que virei mãe, fico pensando que ela deixava essa parte para o meu pai para ela poder descansar um pouco. Já que ela não trabalhava fora e cuidava da casa e da gente.
  • Minha mãe sempre cuidou muito bem da nossa alimentação. Me fazia tomar vitamina de frutas, comer sopa de legumes, não deixava comer biscoito recheado o tempo todo e nem refrigerante. Na época eu achava era ela chata (ou dura e não tinha dinheiro para comprar essas besteiras), mas cresci e vi que era cuidado com a nossa saúde. E hoje agradeço muito por isso porque eu e minha irmã raramente ficamos doentes e nunca tivemos problemas de peso.
  • Apesar de não gostar de nos levar nos parquinhos, minha mãe amava nos levar para a praia, esse era um passeio que ela nunca recusava fazer. Lembro perfeitamente das farofas que fazíamos em Porto de Galinhas (os lanches que ela preparava eram os melhores), dela me levar para nadar até no fundo na Praia de Boa Viagem (e como isso me ajudou a não ter medo do mar) e da criançada toda reunida na piscininha que meu pai fazia na areia.
  • Quando a grana apertou, minha mãe foi costurar para fora. Lembro dela e da minha avó num calor do cão, sentadinhas em uma máquina de costura fazendo roupas para vender (e atendendo uma cliente chata e faladora). Lembro também da época que ela costurava sozinha em um quarto só dela, esse era o maior sonho, ter um quarto só pra ela costurar, sem ter que sujar a casa inteira. Nunca entendi essa parte, mas agora entendo perfeitamente. E acho minha mãe ainda mais forte por ter conseguido trabalhar sozinha naquele quarto por anos. Puxa vida! Se a gente trabalhando no computador, com internet e mensagens instantâneas com as amigas, às vezes se sente solitária, imagina trabalhar nessa situação?! Deveríamos ter aplaudido de pé minha mãe.
  • Em algumas ocasiões das nossas vidas, tivemos que ficar alguns meses sem ver meu pai e sempre que nos reuníamos os 4, minha mãe sempre deixava eu e minha irmã beijar e abraçar meu pai primeiro. Com o tempo fui vendo que essa era uma prova de amor da minha mãe por nós.
  • Minha mãe sempre fez tudo em prol da nossa família, tudo que ela fez foi buscando deixar nossa família unida, por amor ao meu pai e a nós duas.
  • Minha mãe nunca teve muita paciência comigo quando eu desobedecia as regras dela, mas ela nunca deixou de me dar uma palavra de incentivo (tá, mãe, você pegou pesado na época da faculdade. Mas eu já superei isso). Sempre que tive problemas no trabalho, dúvida sobre mudança de emprego, casamento, desemprego, qualquer coisa, ela sempre teve uma palavra carinhosa e incentivadora para me dar (meu pai também!).
  • Quando eu resolvi casar, minha mãe me deu o melhor conselho que eu poderia ganhar: olhe bem os defeitos do Renato porque você vai casar com eles também. Não case pensando que vai mudar a pessoa depois do casamento porque não vai. Entre uma treta e outra, sempre lembro desse conselho da minha mãe.
  • Minha mãe me ajuda muito, mas muito mesmo. Ela continua sendo muito minha mãe, mesmo eu não morando mais na casa dela, é meu braço direito e esquerdo. E claro, é uma ótima avó.

Às vezes acho que minha mãe carrega uns traumas de umas fases meio trash que passou na vida, mas vou falar, ela deveria esquecer isso e ser feliz porque Graças a Deus a vida se ajeitou e tomou um rumo bom.

Se eu pudesse dar algum conselho para a minha mãe, seria: “Mãe, faça uma atividade física, saia do sofá. Tome vitamina D para ficar mais disposta e saia mais de casa. Aproveite que não tem mais compromisso com os filhos e vá conhecer o mundo com o meu pai. Divirta-se porque você ainda é jovem e a fase complicada da vida já passou. Não perca tanto tempo com exames e médicos, seus problemas serão curados com diversão”. 

Um dia faço um post assim para o meu pai.

Atualizando: acho que vou postar no FB pra ela, mas com alguns pequenos ajustes. O que acham? 

 

De volta!

Rá! Here, I am 🙂

Interessante que o tempo passa, eu fico longe por meses, mas sempre que alguma coisa relevante acontece, é aqui que eu quero aparecer. Que coisa, realmente isso aqui faz parte da minha vida, como um velho amigo que ficamos muito tempo sem ver, mas nem por isso deixamos de amar e ter consideração por ele <3

Pois bem, o que me trás de volta não é uma notícia super legal, mas é um capítulo bem interessante da minha vida: estou desempregada novamente. Não fiquem preocupadas. Confesso que não é nada agradável ser demitida, mas ó, aquela máxima de que “há males que vem para o bem” é uma verdade em alguns casos. Esse, eu diria, é um deles.

Não vou entrar em muitos detalhes sobre isso porque essa internet é pequena demais para algumas informações. Mas o que eu posso dizer é que desde a 1ª semana de trabalho eu sabia que meu caminho na empresa não seria longo. Que depois de 2 meses trabalhando todos os dias, sem exceção, até depois do trabalho, e de ficar doente 3 vezes nesse período e de ir trabalhar mesmo doente, houve uma mudança na minha chefia e como é muito comum, o chefe novo montou uma nova equipe com profissionais que já haviam trabalhado com ele anteriormente e cá estou eu, em uma segunda-feira à tarde, calmamente escutando uma música e escrevendo esse texto para vocês.

Mas enfim, por tantas vezes nesses meses que fiquei fora quis vir aqui escrever umas coisas. Tanta coisa passou pela minha cabeça, tanta coisa aconteceu…as meninas cresceram tanto, aprenderam novas coisas, me ensinaram novas coisas…e é vida que segue. Espero voltar em breve para contar um pouco do passado e do presente 🙂

beijo grande no coração de vocês que sei que ainda passam por aqui :*

Separando lençóis 

Rebeca está com quase 1 ano e meio e durante todo esse tempo ela quase não dormiu no berço dela. Sei lá o que rolava, mas não era no berço que ela queria estar.

Então no início do ano resolvi vender o berço. Até conseguir fazer isso, ela (muito da folgada) dormia na caminha da Rafa e a Rafa no berço. Ambas curtiam dormir assim e dormiam bem. Até que eu vendi o berço. A Rafa está em uma cama de solteiro auxiliar enquanto a cama nova não chega e Rebeca continua na cama que ela pegou da irmã (e a irmã ganha cama nova e assim resolvemos conflitos, todo mundo feliz). 

Aí esses dias minha mãe veio em casa e separamos umas roupas para doar e aproveitei para dar os lençóis do berço. Os lençóis da Rebeca eram os mesmos da Rafa, aqueles que comprei enquanto estava ansiosa pela chegada da minha primeira filha, aqueles lençóis bem branquinhos e discretos que escolhi com tanto carinho, aqueles que eram macios para embalar o sono das minhas filhas. E aí meus olhos encheram de lágrimas, ali eu estava virando uma página do processo de crescimento e desenvolvimento das minhas filhas e eu queria que o mundo simplesmente parasse. 

Eu tive tantas preocupações e conflitos internos nesse primeiro ano da Rebeca que apesar de estar com ela o dia todo em casa, mal a vi crescer. Foi um processo doloroso, mas que passou em um piscar de olhos. Se eu queria que a minha bebezinha voltasse? Não. Mas eu quero aprender a me preocupar menos com as pequenas coisas e focar mais no que vale a pena. 

Lá se foram os lençóis, mas nós continuamos aqui dando muito amor e carinho para as nossas meninas. 

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